De repente você acordou e viu o
sol brilhando. Mas não era um brilho qualquer, era um brilho que inspirava a
liberdade, a alegria e o espontâneo sorriso no rosto. Mas o motivo não era só o
sol que brilhava, mas também a sentença condenada pelos sentimentos possessivos
que estava se cumprindo e chegando ao fim. A mais um grandioso e definitivo
fim. E cicatrizou (com queloíde), mas enfim teve fim. Existem algumas maneiras
diferentes de final. Existe aquele final onde acaba o contato físico, o contato
com a imagem e existe o fim carnal, o fim que decreta a morte de um sentimento
que soava imortal. Todos nos sabemos o quanto dói o fim das coisas à qual nos
apegamos de maneira incontrolável. Confesso também que dói enxergar o fim de um
sentimento que foi puro e real, é como se mais um pedaço nosso fosse embora com
quem quer que seja, como se ficasse um vazio inexplicável. É um vazio
diferente, um vazio do qual não se sente falta, pois acredito que ninguém sente
falta de sofrimento. Mas é algo estranho, pois acontece de forma inesperada, é
realmente como se algo morresse. Nós nunca esperamos pela morte de nada, ela
simplesmente acontece e nos acostumamos com ela, mesmo sem querer. A sensação é
como se nunca tivéssemos sentido nada. Some como um nada. Mas também re-acontece
como um nada. A quem prefere se esquivar do tal “re-acontecer”, a quem não se
importa com as conseqüências posteriores e a quem tem medo de se ferir
novamente.
Aos que se esquivam, chamamos os
mesmo de cautelosos e racionais. Aos que não se importam quanto às conseqüências,
consideramos os mesmo como corajosos e ousados. Aos que tem medo os
consideramos traumáticos e desencorajados a viver algo novo, ao qual os mesmo já
imaginam o final devido aos finais anteriores.
Todos nós criamos escudos em cima
de qualquer experiência vivida, principalmente as experiências sofridas,
dolorosas e extremamente inesquecíveis. E é sempre importante ressaltarmos que o
esquecimento é impossível (a não ser que você tenha amnésia ou outra crônica
que causa falta de memória, nesses casos, sorte sua - talvez). Infelizmente para alguns casos são inesquecíveis
as lembranças. Mas o lado positivo, é que a cada experiência, sendo ela boa ou
ruim, - deve se considerar sempre boa. pois nos traz conhecimento e aprendizagem.
O amor, os sentimentos, tem altos e baixos, quebras, desapegos e “esquecimentos”.
Mas se não fossem os altos e baixos, as quebras, os desapegos e os “esquecimentos”,
jamais teríamos a oportunidade de refazer uma nova história e quem sabe uma
melhor história. Tudo depende da sua vontade de viver novamente e de cumprir a sua
sentença condenada pelos sentimentos possessivos. Quem decide voltar a ser
livre é você. Portanto, esqueça aquilo que não lembra de você. Desapegue do que não lhe pertence. Deixe ir.

Sempre muito clara, acho que além de vc essa postagem serviu tbm ora mim, vamos deixar partir ne
ResponderExcluirSim, fiz pensando em nós, em nossos sentimentos! rs =)
Excluirte amo
Esse seu blog , cada dia melhor....parabéns *D
ResponderExcluirObrigada, você é suspeito a dizer né Rob rs.
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