domingo, 15 de julho de 2012

Sobre morar (mais ou menos) sozinha



Não foi uma escolha, talvez tenha sido um desejo incontrolável da independência, em meio a minha adolescência. E eu particularmente, adoro esta idéia. Acordar, ligar a Tv assistir algum desenho idiota como Bob Esponja. Tomar café da manhã somente se eu quiser, almoçar só se eu tive alguma companhia física. Mas a solidão é um algo que nunca me assustou, aliais muito pelo contrário. Traz-me uma sensação ótima , talvez assustadora sobre o que fazer se eu por um acaso quebrar algum osso do corpo. Ta, eu deixei a impressão de que aos 18 anos eu moro sozinha, na verdade não, talvez mais ou menos. Ultimamente, minha companhia é freqüente quatro vezes na semana no período da noite. Após as 19h sendo mais precisa. Talvez isso seja uma boa dica para seqüestro, o que não me assusta, pois meus pais não teriam dinheiro para pagar o meu resgate. Aliais mal estamos pagando as contas de luz. Mas a idéia de “morar sozinha” me soa similar à responsabilidade, até por que sair botando fogo na casa seria uma atitude mega irresponsável, isso acontece freqüentemente com adolescentes que moram sozinhos (com os pais). Mas isso não me tira a liberdade de fumar um cigarro no meio da sala, ou beber alcoólicos em plena segunda-feira às 14h da tarde. Isso me satisfaz demais. Não as bebidas e cigarros, a liberdade de ser e fazer o que quiser a hora que quiser, mas as bebidas e cigarros também me trazem prazer. A propósito ficar pelado dentro de casa também não é uma má idéia. Nada fora do limite, mas é mais ou menos isso que adolescente costumam fazer quando tem essa liberdade e julga ser uma pessoa que mora sozinha. Confesso claramente que de vez em quando não é muito prazeroso ficar sozinha numa casa de dez cômodos num frio imenso como o que faz hoje na cidade de São Paulo. Mas como uma boa egocêntrica que sou, não acho nada ruim ter que dividir minha companhia, pensamentos e cobertores comigo mesma. Aproveito o tempo e a solidão para colocar a cabeça em ordem, e também re-planejar meus planos futuros. Mas a maior parte do meu tempo, eu passo viajando nas lembranças e saudades, e refazendo os finais de diversas situações particulares de forma diferente. Algumas soam negativas outras positivas, quando a idéia me vale venho pra cá, me sento e viajo da minha melhor maneira. Escrevendo, com uma xícara de chocolate quente em cima da mesa e um cobertor velho em volta do meu corpo. Assim eu curto a minha solidão que é mais física do que psicológica. E descobri que moro sozinha, mesmo com minha mãe e meu irmão, que são meros visitantes de vez em quando a noite. 

3 comentários:

  1. Amei a visão que tem sobre a "solidão", me fez o "sozinho" de uma forma diferente e, gostei do que vi.
    Sempre gostei de ficar sozinho as vezes, mas confesso que tenho um pouco de medo da solidão, mas agora acho que posso até encarar de uma outra maneira esse jeito de "morar sozinho".

    Amei o texto.

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  2. Nossa Tigo, obrigada. Eu adoro viajar assim. Mas realmente é minha visão sobre a solidão, me disseram que eu viajei demais nesse texto. Mas meus textos são bem assim sempre, viajo, mais deixo um "Q" de realidade :)

    Obrigada também Bah! ;D

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