quinta-feira, 14 de junho de 2012

O "grandioso" futuro


O que é o amanhã. O que é o futuro. O que são “depois” e “amanhã”. Não enxergo o mínimo sentido em pensar sobre futuro. Sempre deixei o amanha, para amanha. Nunca fiz o tipo, lembretes de “o que fazer amanhã” pendurados em minha geladeira. Mas que coisa mais banal todos esses planejamentos, que coisa mais vazia é o futuro. Perguntas que só trazem incertezas como “e amanhã ?”, e daí o amanhã.  É gostoso pensar no futuro, mas é ilusório, nada se faz da forma que planejamos. Nada é exatamente como planejamos. Sua lista de afazeres de amanha, que começa com “ 1 - Tomar café da manhã com fulano” pode não dar certo, e se o teu cachorro ter uma alergia devido a uma picada de abelha e você ter que levá-lo ao veterinário logo pela manhã, você automaticamente cancelaria seu “café da manhã com fulano”. Alguns planejamentos são importantes, mas não faz meu tipo pensar num futuro distante. Infelizmente ou não, eu não aprendi a fazer planos de longas demandas, recheados de longas incertezas. Não gosto nem um pouco de viver com incertezas. E o futuro é a coisa mais incerta que temos a acreditar. Eu temo acreditar no futuro. Algo tão vazio e tão ilusório. Transbordando fantasias fúteis. Transbordando saudade do passado. Isso é o futuro. A incerteza, a sensação de um passado incompleto. E a frustração dos projetos serem completamente diferentes do planejado. Eu gosto do presente, porque o futuro é baseado no presente. E é exatamente por isso que eu me preocupo com o presente. É por isso que eu faço do presente o meu maior "presente". É pelo nosso grandioso presente que existe o futuro, então eu suponho que antes de planejar um futuro, acerte o seu presente. Por isso eu não me importo tanto com o futuro.  Talvez seja uma forma brusca e egoísta sobre pensar no futuro. Talvez até possa ser um medo individual das minhas incertezas sobre o mesmo. Mas o futuro é meu e eu falo e o temo da forma que eu quiser. 

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