domingo, 15 de abril de 2012

Ela nunca entendeu o amor.


Silêncio, tá passando o filme. O calor do dois corpos grudados no sofá da sala. Apenas grudados. Quietos. E ela nem percebeu que estava acontecendo alguma coisa de errado. Ela sempre se recuo e esqueceu do mundo envolta daqueles braços. Preferiu não pensar em nada. Fingiu acreditar que tudo estava bem, decidiu esperar a manhã seguinte. Se sentiu vazia, mas imaginou que fosse pensamentos vagos. Coisas de mulheres em épocas de TPM. Afinal, como uma boa narcisista que ela é, de vez em quando esquece que nem todos se encantam com seu jeito e sua beleza única. Ela estava realmente confusa, não sabia o que estava acontecendo e nem o que iria acontecer dali pra frente. Por alguns instantes pensou em desistir antes que ele desistisse,  acho que como uma forma de esconder o fato de que iria doer bastante aqueles últimos instantes. Mas como uma boa covarde que é, não conseguiria. Nesses casos ela sempre preferiu ser a vítima. Odiaria carregar o peso do " e se " nas costas por longo tempo da sua vida. Sempre foi fã de um drama e faz graça disso. Usa também como inspiração. Por um instante ela imaginou que seria legal só pelo fato da inspiração. Deixou rolar. Com o passar de poucos dias, menos de uma semana, se deu conta de que realmente as coisas não estavam nada bem. Não passava pela sua cabeça nenhuma solução. Se sentiu irritada, chateada. Como não conseguirá enxergar o que estava acontecendo. Foi coisa de instantes. A pegou de surpresa. Ela nem imaginava. Não mesmo. 
Se sentiu perdida por um fim de semana inteiro, e algumas horas de sua segunda-feira vazia. No desespero. Quer dizer, talvez desespero não seria uma palavra que combinasse com ela. Mas também nada me vem a cabeça nesse instante. Enfim, recorreu aos Deuses, pedindo para que fosse feita a vontade da força maior, a qual somos incapazes de entender. Aprendeu como uma especialista que em alguma situações ela não poderia insistir. Por mais que quisesse, não adiantaria. Deitou a cabeça no seu travesseiro, depois de falar com os Deuses. Sentiu como se estivesse com a cabeça deitada em uma nuvem e como uma mágica, sua cabeça parou de pensar, imaginar e se preocupar. Adormeceu. Deixou estar.
Ela sabia que naquele momento, só poderia esperar a decisão que não seria tomada por ela. Mesmo desta forma, acordou de bem. Sentiu-se tranquila. Como se na noite passada tivesse dormido sendo acariciada pelos Deuses em sua cama. E nesse dia ela descobriu o que era da vontade dos Deuses, e por isso o texto não tem final. Nem essa história. . .
Nobody said it was eazy. 

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