quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Oi,


Sabe eu não troco certos momentos por nada nesse mundo. O que seria melhor que um dia calmo ao som de Beatles e o pequeno barulho da grandiosa chuva ao fundo. Chuva me traz uma preguiça, uma vontade de deitar de conchinha. Até saudade as vezes. Me acostumei com meus momentos de solidão. Os dias sozinhos em silêncio. Não posso reclamar disto, porque afinal, sou completamente apaixonada pela minha própria companhia em dias assim. Eu e meus calmos pensamentos e idealizações de um futuro. Me apaixonei pela companhia da solidão e o barulho da chuva. Agora me julgo apaixonada por Beatles. Mas que ideia mais louca vinda de mim. Eu...sempre imprevisível, dificilmente decifrável. Não me importo em fazer parte da massa ou ter gostos iguais aos outros. De vez em quando sou assim, frágil, pensativa, talvez até romântica. Chuva, Beatles, saudade, seguido de mais um texto clichê e quem sabe piegas. Rouba a cena a trilha sonora, meu pensamento voa longe, junto ao vento. Escrevo como quem dirige sempre pelo mesmo caminho, sinto como se não percebesse o que escrevi. As minhas mãos leem meus pensamentos, e assim caminham sozinha trilhando suas palavras. Confesso achar estranho o fato de não pensar nos movimentos e quando olho já escrevi o que estava pensando sem ao menos repetir algumas palavras dos meus pensamentos. Minhas mãos vãos seguindo os caminhos dos meus pensamentos formando palavras e criando os textos. Me perco nas idéias, e as vezes esqueço o que vim dizer. Nunca tenho um propósito pra escrever, é como se eu estivesse conversando comigo e respondendo minhas perguntas. Não me preocupo com a solidão, poís achei uma valvula de escape pros meus pensamentos. Fazendo com que eu não passe meu tempo idealizando ilusões e sonhos impossíveis. Mas essa chuva... Ahh essa chuva. Me traz um vontade de escrever, e eu que não teimo com meus desejos, não posso ficar sem ao menos começar meus textos com um simples "Oi", e esperar que minhas mãos e meus pensamentos crie o resto, sem que eu perceba do que estou falando. Não sei se chamaria isto de dom, ou talvez possa ser vontade de tentar ser alguém diferente, e achar que escrever faça de mim uma pessoa diferente. Pode ser que sim. Talvez eu tenha lido muitas poesias e quis tentar copiar. Mas copiar não combinaria perfeitamente comigo, pois eu não consigo roubar idéias sem deixar a quem fosse os verdadeiros méritos por seus textos. Desta forma não poderia me sentir diferente copiando histórias de outras pessoas como se eu fosse a personagem principal. Eu já nem faço mais ideia do que eu esteja dizendo. Mas essa paixão por escrever me tira da realidade e me traz um mundo de sonhos, ao qual posso me tornar qualquer personagem que eu quiser...

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